Que o GLP faz parte de nossas vidas, isso não é mais novidade. Pela baixa emissão de gases de efeito estufa, ele é considerado ambientalmente amigável e um energético de transição. Está presente nos lares brasileiros, comércios, indústrias e até no agronegócio. Estamos falando do gás de cozinha, como é mais conhecido. Presente em nossos lares há quase 100 anos, o uso do GLP representa uma das inovações tecnológicas mais utilizadas pelos brasileiros. Nem todo mundo sabe como ele surgiu, e é exatamente isso que vamos tratar neste artigo. Venha com a gente e saiba mais sobre a história e quem inventou o gás de cozinha.

Descubra o que é o GLP

Antes de saber quem inventou o gás de cozinha, vamos a um pouco de química. O Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), mais conhecido como gás de cozinha, é um combustível inflamável e naturalmente inodoro. Para que seja possível a identificação de vazamentos, são adicionados compostos de enxofre para odorização durante o processamento.

Ele é formado por uma combinação de gases denominados hidrocarbonetos de 3 e 4 átomos de carbono, além de pequenas quantidades de outros hidrocarbonetos. Isso possibilita ser utilizado como combustível, devido ao seu grande poder calorífico, qualidade da queima, facilidade de ser manuseado, armazenado e transportado, e o mais importante: é um combustível ambientalmente amigável, que causa baixo impacto no meio ambiente.

Saiba qual foi o início da história do gás de cozinha

Para chegar nas formas de combustível que temos hoje, pensando, principalmente, no GLP, é essencial voltar aos primórdios da civilização, época em que o petróleo, o asfalto e o betume, em seus afloramentos naturais, já eram utilizados pelos egípcios e pelos babilônios. Até relatos bíblicos já citavam que a Arca de Noé foi impermeabilizada com betume.

No século XIV, a humanidade passou a usar o carvão vegetal como energia. Apesar de já ter sido descoberto, o petróleo era desconsiderado como combustível, pois ainda não se tinha o conhecimento de como retirá-lo do solo e processá-lo, sendo as ferramentas e equipamentos muito limitados.

Somente no ano 1742, na Alsácia, limite da França com a Alemanha, foi realizado o primeiro processo de extração de petróleo. Apesar de os métodos de extração serem arcaicos, o produto passou a ser utilizado com mais frequência.

Nessa época, foram descobertos alguns subprodutos, como o gás. Em 1810, em Londres, até surgiu a ideia de engarrafar o gás em recipientes que pudessem ser transportados. Foram vendidos alguns cilindros de gás comprimido, mas preferiu-se manter o foco nos derivados líquidos do petróleo.

Afinal, quem inventou o gás de cozinha?

Dessa forma, em 1859, na Pensilvânia, Estados Unidos, foi estabelecido o primeiro poço mais profundo para a extração de petróleo, gerando a produção de 19 barris por dia. Assim, o item se popularizou e passou a ser vendido em larga escala, ocupando o lugar dos combustíveis então utilizados, principalmente o carvão, na indústria, e os óleos de rícino e de baleia, na iluminação.

Em 1907, a atenção voltou para o gás, quando outro método de armazenamento foi desenvolvido pelo alemão Herman Blau, a partir da obtenção do GLP pela destilação do petróleo. Em 24 de dezembro de 1910, foram produzidos 200 galões de GLP na refinaria da Riverside Oil Co., nos Estados Unidos, sendo esse o primeiro gás liquefeito de petróleo.

Já em 1911, na Pensilvânia, foi iniciada a utilização do GLP na indústria, alimentando maçaricos para o corte do aço. Um ano depois, foi feita a primeira instalação de GLP para uso doméstico, o pontapé para o que conhecemos como nosso gás de cozinha.

Entenda como o GLP chegou ao Brasil

No Brasil, o uso do GLP de forma doméstica só ganhou força após a grande tragédia que ocorreu em 1937, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. O acontecimento do dirigível Zeppelin, que se preparava para pousar e pegou fogo, matou diversas pessoas.

Com esse acidente, a população não se sentia mais segura em utilizar dirigíveis como meio de transporte, então, descontinuaram sua produção. No Rio de Janeiro havia uma base para dirigíveis com um grande estoque de propano, que seria utilizado nos motores do Zeppelin mas, com o fim desse meio de transporte, tal gás armazenado seria inutilizado.

Nessa mesma época, a indústria de bens domésticos que utilizam o GLP como combustível crescia. Com o fim da utilização do gás no transporte de pessoas pelos dirigíveis, acontecia a popularização desse produto apenas para o uso doméstico e industrial.

Em 30 de agosto de 1937, o imigrante austríaco Ernesto Igel resolveu criar uma maneira útil de utilizar essa enorme quantidade de gás. Adivinha o que o empreendedor resolveu fazer para aproveitá-lo?

Acertou quem pensou em fundar uma empresa de gás! Em suas viagens à Europa, Ernesto conheceu a nova tecnologia de engarrafamento de gás para uso doméstico. Ele acabou fundando, no Brasil, a Empresa Brasileira de Gás a Domicílio Ltda., hoje conhecida como Ultragaz, dando início ao envasamento e ao comércio de gás a domicílio.

Portanto, podemos dizer que foi Ernesto Igel quem inventou o gás de cozinha aqui no Brasil.

Conheça a trajetória dos fogões a gás em nosso país

Nos Estados Unidos, os primeiros modelos eram feitos de ferro e funcionavam utilizando lenha como combustível para as chamas. Já na Europa, mesmo que o carvão fosse melhor e mais barato que a lenha para manter as chamas acesas, os pesquisadores deram início a pesquisas de novos combustíveis alternativos.

Em 1830, os ingleses criaram os primeiros fogões a gás, e em 1860, já exportavam para diversos países. Claro que esse movimento chegou até aqui. Essa foi a peça-chave que também marcou a popularização do uso do gás de cozinha em nosso país. Para nós, os modelos eram importados dos Estados Unidos e traziam modernidade, requinte e status aos lares brasileiros.

Devido às suas características e versatilidade no uso, uma grande parcela da população brasileira depende diretamente da distribuição desse gás todos dias, seja para cozinhar, seja para tomar banho, em atividades ligadas à indústria, comércio, prestação de serviços ou agronegócio. Mas foi na cozinha que o GLP se tornou popular.

Isso aconteceu durante a transição do fogão a lenha ou carvão para o fogão a gás, no início do século XX. Foi o fogão a GLP que nos permitiu ter uma forma segura e limpa de obter calor para cozinhar nossos alimentos e, por incrível que pareça, já fazem 85 anos que essa invenção faz parte de nossas vidas.

Embora a evolução do fogão não pare, a ponto de termos fogões de indução que funcionam com energia elétrica, foi o fogão a gás que popularizou o uso doméstico do GLP. Isso permitiu que empresas como a Ultragaz surgissem e se tornassem referência no mercado.

Descubra como comprar gás de cozinha com segurança

Ao comprar botijão de gás, é importante ter atenção a algumas informações para garantir a segurança e a qualidade do produto que está adquirindo. Dessa maneira, além de negociar com um revendedor autorizado, deve-se verificar a identificação da distribuidora do produto.

É importante que tanto o caminhão de entregas quanto o botijão tragam, claramente, a mesma marca da distribuidora. Assim é possível evitar fraudes ou comprar um botijão de baixa qualidade, que coloque a integridade de sua família e da sua casa em risco.

Existem normas de órgãos que regulamentam o comércio e o produto que está sendo vendido, então, fique de olho. Todo botijão de gás deve trazer um lacre sobre a válvula, que não pode ser violado e deve apresentar, também, a marca da distribuidora.

É essencial não aceitar botijões que estejam muito amassados e com marcas de uso que possam interferir na segurança do gás. Se estiverem enferrujados ou com as alças ou aro inferior soltos ou danificados, devem ser recusados.

Saiba tudo sobre o peso do gás

Para garantir a quantidade de GLP fornecida, cada botijão recebe uma etiqueta em relevo indicando sua tara (peso do botijão vazio). Assim, o peso do botijão cheio será a tara mais o peso do gás. Por exemplo, o botijão cuja tara seja 14,5 kg pesará 27,5 kg quando cheio com 13 kg de GLP.

Para conferir a quantidade de gás contida no botijão, basta pesá-lo cheio e descontar o peso do recipiente vazio (tara), que é informado na sua alça superior (colarinho). No Brasil, existem diversos órgãos de fiscalização que fazem o controle da quantidade de gás que está sendo comercializada pelas empresas, assim como o seu valor de venda.

Em São Paulo, por exemplo, o responsável por esse trabalho é o Instituto de Pesos e Medidas de São Paulo (IPEM-SP), que fiscaliza diariamente as distribuidoras e os revendedores de gás em todo o estado. A verificação da quantidade de GLP contida nos botijões é feita por amostragem, e o tamanho da amostra depende do lote presente no local de checagem.

A fiscalização analisa e compara se a média e o desvio padrão da amostra atendem aos padrões pré-estabelecidos. O IPEM-SP também verifica se a tara corresponde, de fato, ao peso do botijão vazio.

Aprenda o que você deve saber na hora de instalar

Instalar o botijão de gás no fogão é um trabalho bastante simples, mas que precisa de muitos cuidados com os componentes e como é manuseado. Inicialmente, é necessário uma mangueira de gás transparente, com uma tarja amarela, carimbada com a data de validade e com a indicação da Norma NBR 8613.

Também é necessário um regulador de pressão, ambos aprovados pelo INMETRO. A mangueira e o regulador de pressão devem ser trocados dentro do prazo de validade, após cinco anos, para evitar riscos de vazamentos.

Para instalar, retire o lacre da rosca do botijão e rosqueie o regulador na válvula. Faça isso com as mãos e não utilize nenhuma ferramenta, para evitar qualquer tipo de acidente com as válvulas ou mangueiras.

Após a montagem, faça um pouco de espuma com detergente e passe em volta da válvula, no exato local onde ela se conecta ao botijão. Se borbulhar, significa que o gás de cozinha está vazando e é preciso reinstalar o botijão. Peça ajuda, se preferir, mas no geral, não se trata de tarefa difícil nem que gere preocupações.

O gás não é tóxico nem o botijão não vai explodir. Entretanto, em caso de vazamento, o escape persista, é importante remover imediatamente o botijão para um lugar ventilado e chamar a empresa distribuidora.

Veja o que você não deve fazer com um botijão de gás

Para encerrar nosso artigo sobre quem inventou o gás de cozinha e a história do botijão de gás, reunimos mais algumas dicas para garantir a sua segurança ao manusear e conservar esse acessório dentro da sua casa:

●     mantenha o botijão de gás de pé e não o armazene em local não ventilado;

●     não use manômetros ou quaisquer outros dispositivos para verificar a pressão – em caso de dúvidas quanto à quantidade de gás faça a pesagem em balança conforme anteriormente informado pois não há relação entre quantidade de gás e pressão;

●     utilize apenas componentes aprovados pelo INMETRO;

●     não aumente nem faça extensões na mangueira, caso precise de uma maior, compre uma autorizada pelo INMETRO, sem emendas, e atendendo ao comprimento máximo permitido;

●     nunca deixe a mangueira de gás ficar atrás do forno, para não correr o risco de o calor derretê-la, sempre mantenha o botijão no lado da conexão no coletor do fogão;

●     antes de trocar o botijão abra portas e janelas para manter o ambiente ventilado, não deixe nenhuma chama acesa e nunca tente verificar se há vazamento usando um fósforo aceso;

●     nunca aqueça o botijão para que ele renda mais;

●     nunca troque o botijão fumando.

Por fim, se ao chegar em casa, você sentir cheiro de gás, não acione o interruptor de luz e não acenda qualquer chama. O primeiro passo é abrir todas as janelas. Depois, remover o botijão para um lugar ventilado e chamar a distribuidora de GLP. Em casos extremos chame o Corpo de Bombeiros.

Dessa forma, você respeita a história de quem inventou o gás de cozinha restringindo seu uso para fins domésticos. Assim, aproveita o seu uso para fazer receitas deliciosas para você, seus amigos e familiares.

Se precisar de ajuda ou se o gás acabar no meio do preparo dos seus alimentos, não deixe de chamar a Ultragaz. Baixe o nosso app! Com ele, você terá acesso à promoções exclusivas e receberá o botijão em casa, podendo pagar pelo aplicativo, com a garantia de receber um produto seguro e de qualidade.

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Logotipo da Ultragaz com vendedor de gás empurrando botijões, o chamado "esforçadinho". O logo é uma ilustração de homem à direita, empurrando um carrinho com o botijão seguido do escrito "Ultragaz", todo em azul.

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